Barigui Securitizadora registra R$ 1,2 bilhão em emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários

Enquanto o cenário empresarial não sinaliza melhoras para este ano, com contenção de investimentos e enxugamento de custos, outras estão navegando em um mar de oportunidades em meio à crise. É o caso da Barigüi Securitizadora, com sede em São Paulo, que emitiu CRIs totalizando R$ 1,27 bilhão no primeiro semestre deste ano. Com esse resultado, a empresa passa a ocupar o segundo lugar entre as companhais de securitização imobiliária do país, segundo informações do mercado. Além destes resultados, no início do segundo semestre a companhia já movimentou mais R$ 300 milhões, totalizando R$ 1,6 bilhão até o momento neste ano.

Para o diretor-presidente da Barigüi Securitizadora, Paulo Abreu, o bom desempenho é fruto da escolha de uma equipe que envolve muitos daqueles que colaboraram na criação e desenvolvimento do mercado de securitização imobiliária no país. “A meta foi superada e agora o objetivo é manter essa posição até o final do ano”, destaca Abreu.

Os resultados são contrários às expectativas mais pessimistas do setor, já que o mercado de Securitização Imobiliária cresceu 36% em relação ao primeiro semestre de 2013. Foram R$ 7,7 bilhões em emissões, referentes a 44 transações realizadas, segundo informações do mercado.

Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) são títulos de renda fixa lastreados em operações imobiliárias. Um bom exemplo disso é quando uma obra no modelo built-to-suit (sob medida) é feita para um terceiro com a possibilidade de captar recursos junto a investidores no mercado de capitais, e não necessariamente através de um empréstimo em uma instituição financeira. Os investidores fazem esse papel ao comprar as emissões dos CRIs em ofertas públicas, viabilizando a construção. Os investidores. por sua vez, têm como garantia o lastro dos imóveis e obtêm lucro com juros sobre o investimento, podendo reaver o valor total investido com a venda de seu título. “Muito utilizado fora do Brasil, à securitização aparece como opção para ainda viabilizar o mercado imobiliário, mesmo com a desaceleração do mercado”, conclui.

 

Fonte: Blog Mirian Gasparin

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