Barigui e Cibrasec disputam liderança entre securitizadoras

Ao fim do primeiro trimestre de 2015, o arranjo do ranking das Securitizadoras Imobiliárias, pelo critério de montante emitido no ano de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), aponta para uma acentuada disputa entre a Cibrasec e a Barigui pela liderança. Com a Cibrasec no topo da escala, tendo a mesma emitido R$ 787,3 milhões no acumulado dos três primeiros meses do ano, a diferença para a Barigui, segunda colocada, cujos CRI emitidos até agora somam R$ 712,9 milhões, é de apenas R$ 74,3 milhões. Já pelo critério do número de operações a Barigui é a líder isolada, com oito no primeiro trimestre, bem distante das três operações realizadas pela segunda colocada, a mesma Cibrasec.

Figura 1 retrata de forma completa o desempenho cumulativo de emissões, ao longo dos três primeiros meses de 2015, de todas as securitizadoras, por ambos os critérios. Enquanto o tamanho dos círculos representa o montante emitido acumulado por securitizadora, a cor dos círculos representa o número acumulado de operações. Além disto, a composição do total de montante emitido no mercado em cada mês é disposta nos valores percentuais referentes a cada securitizadora. Note que é possível acessar cada um dos rankings na seção Rankings do TLON, podendo conferir, no detalhe de cada participante, o histórico de operações realizadas, participação no total e outros dados.

Figura 1 – Evolução do montante emitido em CRI por securitizadora

Isto posto, e considerando que o total emitido até então já se fixa nos R$ 2,18 bilhões, Barigui e Cibrasec respondem por mais de dois terços (68,8%) do mercado de securitização imobiliária nestes primeiros três meses de 2015, pelo critério do montante, e de algo próximo da metade (45,8%), do total de 24, pelo critério do número de operações.

Na análise das posições subsequentes, pelo critério do montante emitido, tendo Ápice, SCCI e Nova Securitização não realizado qualquer operação em março, estas tiveram diluídas suas respectivas participações frente o consolidado de mercado emitido até março na comparação com o mês anterior. A Ápice foi a securitizadora que mais perdeu posições com o fato, caindo da primeira posição, conquistada em fevereiro, para a terceira posição, no mês de março, como ilustra a Figura 2.

A Habitasec, a seu turno, realizou operações em março e passou a somar R$ 75,6 milhões no acumulado até o final do primeiro trimestre, resultando em sua subida da sétima para a sexta colocação no referido mês. Da mesma forma, a Brazilian Securities realizou sua primeira operação do ano em março, avaliada em R$ 53,0 milhões, se posicionando na sétima colocação. A REIT não realizou operações em março, caindo para a oitava posição, à frente, por pequena margem, da Polo Capital, que inaugurou o ano com emissão de CRI em montante de R$ 28,7 milhões.

Figura 2 – Evolução dos rankings, por montante emitido e por número de operações

No âmbito do ranking organizado por número de operações, tendo por critério de desempate o montante emitido, Ápice e SCCI também acumulam três operações, tal qual a Cibrasec. Adiante, Nova Securitização, Brazilian Securities, REIT e Polo Capital trouxeram ao mercado apenas uma operação cada. De mais a mais, além da diferença nas colocações de liderança e vice-liderança dos dois rankings, por cada um dos critérios, há apenas mais uma inversão de posições no posicionamento das securitizadoras, entre Habitasec e Nova Securitização, como se vê na Figura 2.

Fonte: TLON

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